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  • Mariana Steiner

Ser protagonista da própria história


No nosso dia a dia podemos ter três tipos de atitude: ser onipotente, impotente ou potente.


ONIPOTENTE é a pessoa que acha que pode tudo (mas não faz nada), que acredita que o mundo gira a sua volta, que as coisas simplesmente acontecem sem ela fazer nada, que os outros tem que fazer tudo por ela - igual ao bebê que realmente não faz nada, porque o alimento simplesmente aparece e tudo a sua volta está a seu serviço.


IMPOTENTE é a pessoa que que acha que não é capaz de nada e não faz nada - que é a realidade de ser bebê, se ninguém levar a comida para ele, ou limpá-lo, ele não é capaz de fazer sozinho.


Com isso, entendemos que onipotência e impotência são estados arcaicos, isto é, iniciais da nossa vida. Porém, se não conseguimos um desenvolvimento satisfatório podemos trazer esses sentimentos de onipotência e impotência para a vida adulta, sempre esperando que as coisas ocorram magicamente ou que os outros façam para nós coisas que são de nossa responsabilidade. E quando as coisas simplesmente não dão certo, coloco a culpa no outro, porque quem tinha que fazer dar certo era ele e não eu.


Num desenvolvimento maduro, percebemos que podemos fazer as coisas por nós mesmos. Nós adquirimos POTÊNCIA, isto é, conseguimos entender quais são as nossas habilidades e potenciais e usamos isso para que as coisas que desejamos aconteçam, da forma que queremos e quando queremos. Nos responsabilizamos pelas nossas escolhas e lidamos com nossos erros e acertos e suas consequências.


Quando usamos nossa potência conseguimos ser sujeito e protagonista da nossa própria história, diferente dos estados de onipotência e impotência onde me torno objeto do desejo do outro, já que a responsabilidade da minha vida está nas mãos de um terceiro.

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